Soneto de Marta
Teu rosto, amada minha, é tão perfeito
Tem uma luz tão cálida e divina
Que é lindo vê-lo quando se ilumina
Como se um círio ardesse no teu peito.
E é tão leve teu corpo de menina
Assim de amplos quadris e busto estreito
Que dir-se-ia uma jovem dançarina
De pele branca e fina, e olhar direito.
Deverias chamar-te claridade
Pelo modo espontâneo, franco e aberto
Com que encheste de cor o meu mundo escuro.
E sem olhar nem vida nem idade
Me deste de colher em tempo certo
Os frutos verdes deste amor maduro
Vinícius de Moraes
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